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domingo, 17 de fevereiro de 2019

Porto de Natal pode ter sido usado pelo maior cartel de drogas da Colômbia

Cocaína apreendida no porto de Rotterdam estava entre caixas de mangas. 

A polícia holandesa apreendeu nesta sexta-feira (15) 1,5 tonelada de cocaína no porto de Rotterdam. A droga segundo a procuradoria local veio do Brasil através de navio. Ainda segundo informações do jornal NL Times, uma pessoa foi presa.

A droga estava embalada em caixas de mangas similares as que foram usadas para esconder 1,2 tonelada de cocaína no porto de Natal na terça-feira (12).
 
 
Na tarde da quarta-feira (13), a Polícia Federal com apoio da Receita Federal descobriu 2 toneladas da droga em contêineres carregados com melões que seguiria para o porto holandês.

A rota da cocaína intriga autoridades europeias e brasileiras - a origem da droga que atravessa o Atlântico é incerta. As suspeitas caem sobre cartéis da Bolívia, Peru e Colômbia.

A movimentação financeira desses cartéis gera milhões de dólares e derramam sangue em diversas partes do mundo.

O Clan del Golfo é o maior cartel da Colômbia, com atividades paramilitares, a organização é responsável pela prática de extorsões, tráfico internacional de drogas e minério ilegal.

Os países baixos são lugares de atuação do grupo.

Em setembro do ano passado o diretor da transportadora holandesa Van Wanrooy foi preso - investigações apontam que P. van W negociava diretamente o transporte de cocaína com membros do Clan del Gulfo pelo porto de Antuérpia na Bélgica.

O Departamento de Defesa dos EUA oferece uma recompensa de US$ 5 milhões para informações que levem à Darío Antonio Úsuga, um dos líderes do cartel.

O Clan del Golfo é aliado do temido Cartel de Sinaloa do mega traficante El Chapo. O mexicano se encontra preso nos Estados Unidos.

Em entrevista ao G1 RN, o delegado da PF responsável pelas investigações no porto de Natal, disse que a cocaína apreendida ainda poderia ser do Peru ou Bolívia.

A produção e consumo da folha da coca na Bolívia é legal - o país é o terceiro produtor de cocaína no mundo e reduto de cartéis, o crime organizado no país atua com facções brasileiras.

No Peru 90% da cocaína produzida termina na Europa, os principais destinos são Holanda, Bélgica e Peru. Um dos principais pontos de escoamento é a cidade portuária de El Callao, a província é controlada por gangues que se digladiam pelo controle da droga.

Prejuízo

As duas apreensões de cocaína no porto de Natal esta semana geraram um prejuízo aos traficantes de R$ 900 mil.

A Polícia Federal afirmou continuar com as investigações para descobrir a real origem da droga, nas últimas semanas a PF e Receita intensificaram as vistorias no porto de Natal - a primeira grande operação começou na madrugada do dia 8 e durou o dia todo, provocando filas de caminhões nos bairros da Ribeira e Rocas. 
 
 
As investigações ainda irão se concentrar se a droga foi colocada nos contêineres em Natal ou em portos anteriores por onde passou.


Califórnia vai abrir sua 1ª loja de maconha de luxo

A inauguração será em março 1ª grande varejista no mercado 



A rede de departamentos de luxo Barneys New York inaugurará em março uma loja de maconha de alto padrão em Los Angeles (Califórnia, EUA).

Será a 1ª grande varejista a entrar neste mercado. As informações são do portal norte-americano The Atlantic.

Serão comercializados trituradores de prata a US$ 1.475 (cerca de R$ 5.450, na cotação atual), vaporizadores de THC a US$ 75 (aproximadamente R$ 277), bem como enrolador de seda como cânhamo orgânico e cinzeiros de couro –estes, sem valores especificados.

A iniciativa é uma parceria com a companhia Beboe, marca de cannabis, com foco em design, lançada em 2017.



 Em entrevista à Forbes, Daniella Vitale, diretora-executiva e presidente da Barneys, disse que decidiu investir no produto ao observar 1 aumento no consumo.

“A Barneys sempre foi a favor de mudanças culturais e de estilo de vida, e a cannabis não é exceção”, completou.
Legalização da maconha

A Califórnia legalizou a maconha em 1º de janeiro para fins recreativos e comercialização. Ainda nos EUA, estão os Estados do Alasca, Colorado, Nevada, Oregon, Massachusetts e Washington.

O Canadá e o Uruguai também fazem parte da lista.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Plano de Guaidó para Venezuela tem como prioridade resgatar democracia



O Plano País, programa apresentado por Juan Guaidó para conter a crise na Venezuela, tem como prioridade “resgatar o direito e a democracia”, assim como restabelecer a capacidade do país “para fornecer bens e serviços públicos”. Outro objetivo é “criar mecanismos para prestação de contas que possam ser monitorados pelos cidadãos”.

“Todo o plano para resgatar a Venezuela passa por a libertar das forças que a oprimem”, destacou Guaidó ao apresentar o plano ontem (31 de janeiro) no auditório da Escola de Ciências Econômicas e Sociais da Universidade Central da Venezuela. “Depois da libertação é imperativo recuperar o Estado venezuelano e colocá-lo ao serviço do povo, dar poder aos venezuelanos para que libertem as suas forças criativas e produtivas, e reinserir o país [no universo] das nações livres do mundo”, acrescentou.

Segundo o texto, as grandes prioridades passam por estabilizar a economia, reativar a indústria petrolífera e criar uma nova lei de hidrocarbonetos, bem como assegurar o acesso a serviços públicos de qualidade, garantir a segurança cidadã integral, gerar confiança e segurança jurídica.

“[Queremos] restabelecer os mecanismos do mercado e as liberdades econômicas, eliminar os sistemas de controles que afogam a produção nacional, recriar um sistema judicial independente que garanta a propriedade privada, o Estado de direito e proteja os cidadãos.”

Faz parte do programa garantir o abastecimento e o acesso a bens e serviços de primeira necessidade, a atenção especializada nos setores da saúde, educação e nutrição, promover empregos de qualidade e proteger o ingresso familiar.

Na área da segurança, o Plano País prevê igualmente a desmilitarização, despolitização e descentralização dos organismos de segurança, a reestruturação das instituições e da atuação dos organismos policiais.