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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Empresária é espancada durante quatro horas por homem que conheceu na internet

Elaine Caparróz está na UTI após sofrer fraturas graves e traumas no pulmão e nos rins; advogado Vinícius Batista Serra foi preso em flagrante, mas alega 'surto'


As imagens das paredes repletas de sangue e do apartamento completamente revirado dão a dimensão da violência sofrida pela empresária Elaine Caparróz, de 55 anos. Ela foi espancada durante quatro horas pelo advogado Vinícius Batista Serra, de 27 anos, com quem havia se encontrado pela primeira vez na noite de sábado, 16, no Rio de Janeiro. O agressor foi preso em flagrante, depois que os vizinhos ouviram pedidos de socorro e chamaram a polícia.

Elaine está internada em estado grave na UTI do Hospital Casa de Portugal, no centro do Rio de Janeiro, e terá ainda que passar por cirurgias reparadoras. De acordo com o irmão de Elaine, Rogério Peres Caparróz, a empresária tem diversas fraturas graves, trauma de pulmão e dos rins. A hipótese de um edema cerebral, no entanto, foi descartada.

“Cada vez que eu vou lá e olho para ela, não reconheço a minha irmã; ele a desfigurou completamente”, contou. “Ela está com fraturas em toda a face, no nariz, no globo ocular, maxilar, dentes; além disso, está com trauma de pulmão e pode evoluir para uma insuficiência renal. Os braços dela estão cheios de mordidas.”

A empresária contou ao irmão que conheceu Vinícius em uma rede social e vinha conversando com ele há oito meses. No último sábado, resolveram se encontrar pela primeira vez. Elaine o convidou para jantar em seu apartamento, na Barra da Tijuca, na zona oeste.

“Eles já conversavam há oito meses, ela o acompanhava na rede social, tinha amigos em comum, se sentiu à vontade para encontrá-lo. Comprou queijos e vinhos para recebê-lo e conversarem”, contou Rogério. Ainda segundo o relato de Elaine para o irmão, como foi ficando tarde, Vinícius pediu para dormir no apartamento da empresária, a abraçou e pediu que ela dormisse com a cabeça em seu peito. “Ela estava há um ano sem ninguém, achou que seria a chance de estar com um cara legal.”

De madrugada, Elaine acordou sendo agredida violentamente. A sessão de tortura durou cerca de quatro horas, segundo o irmão da vítima. “Ela gritava: ‘Para, para pelo amor de Deus’, mas ele continuava batendo, xingando, mordendo, esmurrando ela.”

Os gritos de Elaine acabaram chamando a atenção de vizinhos e dos porteiros. Quando conseguiram entrar no apartamento, encontraram a mulher desacordada. Vinícius ainda tentou escapar, mas foi detido na portaria. A polícia chegou em seguida e o prendeu em flagrante.

O advogado foi levado para a Cadeia Pública Frederico Marques, em Benfica, na zona norte. Segundo o delegado Rodrigo Freitas de Oliveira, da 16ª Delegacia de Polícia, na Barra, na zona oeste, pela gravidade das agressões a conclusão é de que o acusado tentou matar Elaine. Ele vai responder por tentativa de feminicídio.

O delegado considera ainda que o agressor é perigoso e pede que fique preso por representar uma ameaça à vítima. À polícia, o agressor disse que tomou vinho e acordou de madrugada em “surto”.

Rayron chamou Vinícius de “monstro” e pediu justiça. “Que a justiça seja feita e a pena para esse crime tão grotesco seja dura! A sociedade e a justiça não podem mais permitir que psicopatas como esse permaneçam impunes e em convívio com a sociedade. Por favor, compartilhem a foto desse monstro para que todos saibam quem ele é. Inacreditável é ainda escutar de alguns: ‘o que ela deve ter feito para ele fazer isso?’ Que mundo é esse?”

Mulher é presa após jogar filha recém-nascida pela janela de apartamento em Mossoró, RN

Bebê foi encontrado morto na área comum do condomínio onde a mãe morava, no bairro Planalto.


Uma mulher de 22 anos foi presa em Mossoró, Oeste potiguar, suspeita de matar a própria filha, um bebê recém-nascido. Segundo a Polícia Civil, o crime aconteceu logo depois que a mulher deu à luz, na tarde deste domingo (17).

Ainda de acordo com a polícia, depois que a menina nasceu, a suspeita a arremessou pela janela do apartamento em que morava, no 3º andar, no bairro Planalto. O bebê foi encontrado na área comum do condomínio, morto.

A mulher foi presa em flagrante pela polícia e, inicialmente, negou que estava grávida e havia tido uma filha. Porém exames médicos comprovaram a gestação. Em seguia, ela confessou o crime. A mulher morava com os pais, que disseram aos policiais que não sabiam da gravidez.

A menina nasceu com sete meses e, segundo levantou a perícia, estava viva antes de ser jogada pela janela. A suspeita foi levada para a ala feminina da Penitenciária Agrícola de Mossoró. 
 
 

domingo, 17 de fevereiro de 2019

Turistas paulistas são assaltados em estacionamento de hotel na Via Costeira de Natal

Crime aconteceu na noite desta sexta-feira (15). Em meio às vítimas, que entregaram até os calçados, uma criança passou mal.


Um grupo de turistas paulistas foi assaltado na noite desta sexta-feira (15) no estacionamento de um hotel na Via Costeira, em Natal. Em meio às vítimas, que foram obrigadas a entregar até os calçados, uma criança passou mal.
 
Os turistas informaram que estavam chegando de um passeio quando foram surpreendidos por quatro bandidos armados.

O assalto foi registrado na Central de Flagrantes. Ninguém foi preso.

Trancada em banheiro, vítima de arrastão liga para a polícia e assaltantes são presos em Natal

Caso aconteceu na noite deste sábado (16) no bairro Nordeste, na Zona Oeste da capital.


Trancada em um banheiro, uma mulher vítima de arrastão conseguiu ligar para a polícia e chamar socorro, enquanto os assaltantes ainda estavam em sua casa. O crime aconteceu na noite deste sábado (16) no bairro Nordeste, na Zona Oeste de Natal. Dois homens, ambos de 23 anos, foram presos em flagrante.

O caso foi registrado por volta das 21h20. De acordo com o relatório da Polícia Militar, uma mulher ligou para para o Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp) e falou sussurrando ao telefone para não ser ouvida pelos criminosos, que estavam dentro de sua casa. Ela também alertou à polícia que havia três crianças no imóvel.

Uma equipe foi enviada ao local e, logo que chegou, encontrou dois homens entrando em um carro modelo Strada branco. Os dois foram abordados e não ofereceram resistência. Com eles, foi encontrado um revólver calibre 38, além de produtos roubados, como uma televisão, dois auto-falantes, baterias e duas correntes douradas.

O carro usado pelos criminosos tinha queixa de roubo registrada na última quarta-feira (13). Os suspeitos presos e o material apreendido foram encaminhados à Central de Flagrantes da Polícia Civil, na Zona Sul de Natal.

sábado, 16 de fevereiro de 2019

Câmeras flagram assassinato de taxista em briga de trânsito de 9 segundos, em João Pessoa; VÍDEO

Após audiência de custódia na tarde deste sábado (16), suspeito foi encaminhado para o 5º BPM. Taxista foi morto a tiros na sexta-feira (15), no bairro do Bessa.



Imagens de câmera de segurança flagraram o momento em que um homem matou um taxista durante uma briga de trânsito, no fim da tarde desta sexta-feira (16), em João Pessoa. A discussão durou apenas nove segundos. Assista ao vídeo acima.

O crime aconteceu por volta das 17h30, em uma rua movimentada no bairro do Bessa, onde fica uma escola, um supermercado e uma igreja. Após audiência na tarde deste sábado (16), foi decretada a prisão preventiva do suspeito e ele foi encaminhado para o 5º Batalhão de Polícia Militar.

No vídeo, é possível ver Gustavo Teixeira Correia, de 42 anos, corretor de imóveis, no banco do passageiro de um carro. No táxi, está Paulo Damião dos Santos, também de 42 anos, que está fazendo uma manobra.


Durante a manobra, o motorista de aplicativo que está dirigindo para Gustavo aproxima muito o veículo, e então o taxista pede que ele afaste. A partir daí, o corretor desce para falar com o taxista. Depois de nove segundos de discussão, ele levanta a camisa, saca a arma e atira várias vezes.

Após o crime, ele sai caminhando normalmente em direção à casa dele, que fica a cerca de 50 metros do local da confusão. Ele só foi preso depois de cerca de cinco horas de negociação com a polícia.

                                 
Segundo a Polícia Militar, no momento do crime o suspeito estava bêbado e sendo levado para casa por um motorista de aplicativo. Ele teria curso de tiro.


O homem foi autuado em flagrante por homicídio doloso. A arma do crime não foi encontrada e, segundo a delegada Roberta Neiva, a polícia está averiguando se o corretor tem porte de arma.

O advogado de Gustavo disse que, após a audiência de custódia, o suspeito foi levado para o batalhão porque possui ensino superior completo. Durante a audiência, o pedido da defesa para que o suspeito respondesse em liberdade foi negado.
 
"Gustavo permaneceu toda a audiência em silêncio. Nós vamos recorrer da decisão da Justiça", informou ao G1 o advogado Werton Jr. A Polícia Civil tem 10 dias para concluir o inquérito.

De acordo com o coronel da PM, Lívio Delgado, o suspeito do crime reclamou com o taxista, que respondeu à reclamação com um xingamento. O homem desceu do carro do colega e atirou três vezes contra a vítima, fugindo em seguida para a casa dele, onde se trancou no local, com a esposa.

O taxista Paulo Damião era casado e pai de dois filhos, uma jovem de 20 anos e um menino de 8. Segundo o irmão, Paulo nunca tinha se envolvido em confusões no trânsito, mesmo estando diariamente dirigindo o táxi.

Já o atirador, Gustavo Teixeira, é corretor de imóveis, casado e pai de uma menina de 10 anos, segundo a polícia. Fotos em que ele aparece segurando armas - um revólver e uma arma longa - foram divulgadas pela TV Cabo Branco. A que foi usada no crime ainda não foi encontrada.



quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

PF apreende grande quantidade de cocaína em carga de melões no Porto de Natal



A Polícia Federal encontrou 2 toneladas de cocaína no Porto de Natal na tarde desta quarta-feira (13). De acordo com a PF, a droga estava escondida em um carregamento de melões e seria levada para a Holanda. Essa passa a ser a maior apreensão já feita no porto. Ao todo, foram recolhidas 160 caixas com tabletes da droga. A PF contou com o apoio da Receita Federal na ação.

A nova descoberta acontece um dia depois da Polícia Federal encontrar 1,2 tonelada de cocaína também no Porto de Natal, que era até então a maior apreensão já feita, sendo ultrapassada pela dessa quarta-feira. A droga, que estava dividida em 998 tabletes, também tinha como destino a Holanda e estava misturada em meio a uma carga de mangas. A PF disse que o envio da carga para a Europa seria feito exatamente naquela manhã da terça-feira (12).

Assim, ao todo nesta semana, a Polícia Federal e a Receita Federal apreenderam mais de 3,2 toneladas de cocaína no Porto de Natal.

Entre quinta-feira (7) e domingo passado (10), Receita Federal, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Federal realizaram uma operação padrão de fiscalização no porto, que constatou insuficiência de documentação, diferença de controle e vestígios de drogas em alguns contêineres.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

“No Rio de Janeiro a milícia não é um poder paralelo. É o Estado”

Sociólogo que estuda as milícias há 26 anos diz que a família Bolsonaro é herdeira política de deputados ligados a grupos de extermínio nos anos 90


Na semana passada, a operação “Os Intocáveis” prendeu integrantes da milícia que opera em Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Um dos alvos da operação foi o ex-capitão da PM Adriano Magalhães da Nóbrega, acusado de chefiar a milícia de Rio das Pedras e integrar o grupo de extermínio Escritório do Crime – atualmente investigado pela morte de Marielle Franco.

Sua mãe e sua esposa já trabalharam no gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Flávio também havia homenageado Adriano com a Medalha Tiradentes, a maior honraria concedida pela Alerj.

Mas a notícia não surpreendeu o autor do livro Dos Barões ao extermínio: a história da violência na Baixada Fluminense, José Cláudio Souza Alves.

Sociólogo e ex-pró-reitor de Extensão da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), José Cláudio estuda as milícias há 26 anos. Em entrevista à Pública, ele resume, com veemência: “A milícia é o Estado.”

“São formadas pelos próprios agentes do Estado. É um matador, é um miliciano que é deputado, que é vereador. É um miliciano que é Secretário de Meio Ambiente. Sem essa conexão direta com a estrutura do Estado não haveria milícia na atuação que ela tem hoje,” acrescenta.

Segundo José Cláudio, é comum familiares de milicianos serem empregados em gabinetes de deputados e vereadores.

“Isso é muito comum. Esse vínculo lhe dá poder naquela comunidade. Ele vai ser chamado agora na comunidade: ‘Olha é o cara que tem um poder junto lá ao Deputado, qualquer coisa a gente resolve, fala com ele, que ele fala com a mãe e com a esposa e elas falam diretamente com o Flávio e isso é resolvido’”.

Nessa entrevista, ele explica a origem desses grupos e suas ligações com a política: “Cinco décadas de grupo de extermínio resultaram em 70% de votação em Bolsonaro na Baixada”.

Leia os principais trechos.

Como nasceram as milícias do Rio de Janeiro?

Isso estourou na época da ditadura militar com muita força. Em 1967 surge a Polícia Militar nos moldes atuais de força ostensiva e auxiliar aos militares naquela época. E a partir daí há o surgimento dos esquadrões da morte.

No final dos anos 1960, as milícias surgiram como grupos de extermínio compostos por Policiais Militares e outros agentes de segurança que atuavam como matadores de aluguel.

Esses esquadrões da morte vão estar funcionando a pleno vapor nos anos 1970. Depois começa a surgir a atuação de civis como lideranças de grupos de extermínio, mas sempre em uma relação com os agentes do Estado. Isso ao longo dos anos 1980. Com a democracia, esses mesmos matadores dos anos 1980 começam a se eleger nos anos 1990. Se elegem prefeitos, vereadores, deputados.

De 1995 até 2000, você tem o protótipo do que seriam as milícias na Baixada, Zona Oeste e no Rio de Janeiro. Elas estão associadas a ocupações urbanas de terras. São lideranças que estão emergindo dessas ocupações e estão ligadas diretamente à questão das terras na Baixada Fluminense.

A partir dos anos 2000, esses milicianos já estão se constituindo como são hoje. São Policiais Militares, Policiais Civis, bombeiros, agentes de segurança, e atuam em áreas onde antes tinha a presença do tráfico, em uma relação de confronto com o tráfico. Mas ao mesmo tempo estabelecem uma estrutura de poder calcado na cobrança de taxas, na venda de serviços e bens urbanos como água, aterro, terrenos.

Há apoio da população às milícias?

A milícia surge com o discurso que veio para se contrapor ao tráfico. E esse discurso ainda cola. Só que com o tempo a população vai vendo que quem se contrapõe a eles, eles matam. E eles passam a controlar os vários comércios. Então a população já começa a ficar assustada e já não apoia tanto. É sempre assim a história das milícias.

Qual a história de Rio das Pedras?

Rio das Pedras é uma comunidade em expansão onde vivem nordestinos muito pobres. Existem terrenos lá que você não pode construir porque são inadequados, são muito movediços. Então só tem uma faixa específica de terra onde você pode construir. São terras irregulares, devolutas da União, ou terras de particulares que não conseguiram se manter naquele espaço.

Então a milícia passa a controlar, toma e legaliza – às vezes até via Prefeitura mesmo, pagando IPTU desses imóveis. Como o sistema fundiário não é regulado, facilmente os milicianos têm acesso a informações e vão tomar essas áreas. E passam a vendê-las.

Rio das Pedras foi a primeira milícia do Rio?

Não é bem assim. Ao meu ver a milícia surgiu em diferentes lugares ao mesmo tempo, simultaneamente. Então tem Rio das Pedras, mas tem Zona Oeste do Rio e tem, por exemplo, Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Eu percebo dos anos 1995 a 2000, grosso modo, um período de emergência dessas ocupações urbanas de terras, ainda não no protótipo de milícias, mas com lideranças comunitárias próximas ao que seria um controle pela violência, um controle político mais autoritário.

Só que Rio das Pedras ela emerge mais rapidamente. Então ali começa esse vínculo da cobrança de taxa, que nas outras ainda não tinha. E são os comerciantes que pagam a eles.

É uma comunidade miserável, empobrecida, que está se constituindo a partir de uma rede migratória de nordestinos. E ela fica diante de um grupo de milicianos que estão sendo chamados para dar proteção, impedir que o tráfico entre. Mas na verdade é para proteger os interesses comerciais desses lojistas que estão se instalado lá em Rio das Pedras e estão financiando esses caras.

Hoje são quantas as milícias do Rio de Janeiro?

Eu tenho noção que são muitas. Por exemplo, são várias que atuam em São Bento e no Pilar, que é o segundo maior distrito de Duque de Caxias. Tem em Nova Iguaçu, tem em Queimada. Praticamente cada município da Baixada Fluminense você tem a presença de milícias. Seropédica, por exemplo, hoje é uma cidade dominada por milicianos. Eles controlam taxas de segurança que cobram do comércio. Aqui tem os areais, de onde se extrai muita areia – e muitos são clandestinos. Então eles também cobram dali. Moto-táxi tem que pagar 80 reais por semana para funcionar. Pipoqueiro paga 50 reais por semana. É uma loucura.

Dizem que é para a segurança, proteção, eles estão supostamente protegendo esse comércio. Mas depois controlam a distribuição de água, de gás, de cigarro, de bebida. E há histórias de assassinato de gente que não aceitou, por exemplo.

Além disso, eles são pagos para fazer execuções sumárias. Então há um mercado que movimenta milhões já há algum tempo.

Eles também lidam com tráfico de drogas, com algumas facções especificas. O Terceiro Comando Puro funciona aqui em algumas cidades da baixada a partir de acordos com milicianos. Eles fazem acordo com o tráfico e vão ganhar dinheiro também disso. Cobram aluguel de áreas. É a mesma relação que a polícia tem com o tráfico: só funciona ali se você pagar suborno.

Na cobertura feita pelos jornais sobre a operação “Os Intocáveis”, eles citam o Escritório da Morte, um grupo de extermínio que é contratado para matar. Isso é comum?

Sim. Nunca ouvi falar de milícia que não tivesse a prática de execução sumária. Normalmente a milícia tem uma equipe ou um grupo responsável por execuções sumárias. O comerciante que não quiser pagar, o morador que não se sujeitar a pagamento do imóvel que ele comprou, qualquer negócio e discordância com os interesses da milícia, esse braço armado é acionado e vai matar.

A novidade da milícia é o leque de serviços que eles abrem além da execução sumária e da segurança. Aí é tudo: água, bujão de gás, “gatonet”, transporte clandestino de pessoas, terra, terrenos, imóveis. A milícia não fica agora fixa em grandes comerciantes ou grandes empresários. Ela pulveriza isso. Eles vão sofisticando também na administração do gerenciamento.

Em que outros negócios ilegais os milicianos atuam?

Lá em Duque de Caxias eles roubam petróleo dos oleodutos da Petrobras e fazem mini destilarias nas casas das pessoas. Tudo ilegal, com um risco imenso. Aí vendem combustível adulterado. Eles fazem aterros clandestinos no meio daquela região com dragas e tratores e vão enterrando o lixo de quem pagar. É mil reais por caminhão. Não importa a origem. Pode ser lixo contaminante, lixo industrial, lixo hospitalar. Eles fazem aterros clandestinos nesta região.

A milícia tem controle também sobre bens públicos, como aterros, e eles se apropriam desses espaços para fazer atividades ilegais…

A base de uma milícia é o controle militarizado de áreas geográficas. Então o espaço urbano, em si se transforma em uma fonte de ganho. Se você controla militarmente, com armas por meio da violência esse espaço urbano, você vai então ganhar dinheiro com esse espaço urbano. De que maneira? Você vende imóveis. Por exemplo, você tem um programa do governo federal chamado Minha Casa Minha Vida. Você constrói habitações. Aí a milícia vai e controla militarmente aquela área e vai determinar quem é que vai ocupar a casa. E inclusive vai cobrar taxa desses moradores.

Em outra área eles estão vendendo imóveis e estão ganhando dinheiro com essa terra, que é terra da União ou terra de particulares. Então esse controle militarizado desses espaços, é a base da milícia. Aí como eles sabem dessas informações? Eles sabem dentro da estrutura do Estado.

Você pode ter um respaldo político para fazer isso. Vou dar um exemplo para você. Em Duque de Caxias, um número razoável de escolas públicas não é abastecido pelo sistema de água da CEDAE. A água não chega lá. Como que essas escolas funcionam? Elas compram caminhões pipa de água. Quem é o vendedor? Quem é que ganhou a licitação para distribuição de água em um preço absurdo por meio desses caminhões pipa? Gente ligado aos milicianos.

Então aí você tem um vínculo com os serviços públicos – e é uma grana pesada – e que passa pelo interesse político daquele grupo dentro daquela prefeitura que vai se beneficiar de uma informação e vai ganhar dinheiro com isso.

A Baixada e o Rio de Janeiro são grandes laboratórios de ilicitudes e de ilegalidades que se associam para fortalecer uma estrutura de poder político, econômico, cultural, geograficamente estabelecido e calcado na violência, no controle armado.

A milícia surgiu no Rio de Janeiro pela ausência do Estado?

Há uma continuidade do Estado. O matador se elege, o miliciano se elege. Ele tem relações diretas com o Estado. Ele é o agente do Estado. Ele é o Estado. Então não me venha falar que existe uma ausência de Estado. É o Estado que determina quem vai operar o controle militarizado e a segurança daquela área. Porque são os próprios agentes do Estado. É um matador, é um miliciano que é deputado, que é vereador, é um miliciano que é Secretário de Meio Ambiente.

Eu sempre digo: não use isso porque não é poder paralelo. É o poder do próprio Estado.

Eu estou falando de um Estado que avança em operações ilegais e se torna mais poderoso do que ele é na esfera legal. Porque ele vai agora determinar sobre a sua vida de uma forma totalitária. E você não consegue se contrapor a ela.

Mas, por outro lado, quem elege os políticos milicianos é a população….

Não venha dizer que o morador é conivente, é cúmplice do crime. Esse pessoal elegeu o Flávio Bolsonaro, que agora se descobriu que ele tem possivelmente vínculos com esses grupos? Elegeu. Mas que condições que essas pessoas vivem para chegar nisso? Essas populações são submetidas a condições de miséria, de pobreza e de violência que se impõem sobre elas.

Cinco décadas de grupo de extermínio resultaram em 70% de votação em Bolsonaro na Baixada.

Três gestões do PT no governo federal, 14 anos no poder, não arranharam essa estrutura. Deram Bolsa Família, vários grupos políticos se vincularam ao PT e se beneficiaram, mas o PT não alterou em nada essa estrutura. O PT fez aliança eleitoral, buscou apoio desses grupos.

Como você mencionou a história do Flávio Bolsonaro: o que liga o gabinete de um político a um miliciano, como foi no caso dele com a mãe e a esposa do Adriano Magalhães da Nóbrega?

O discurso da família Bolsonaro, a começar pelo pai já há algum tempo, e posteriormente o pai projetando nos filhos politicamente. Eles são os herdeiros do discurso de um delegado Sivuca [José Guilherme Godinho Sivuca Ferreira, eleito deputado federal pelo PFL em 1990], que é o cara que que cunhou a expressão “Bandido bom é bandido morto”, de um Emir Larangeira [eleito deputado estadual em 1990], do pessoal da velha guarda, do braço político dos grupos de extermínio.

Esse discurso se perpetuou e se consolidou. É claro que os milicianos vão respaldar esse discurso e vão se fortalecer a partir dele. É o plano de segurança pública defendida na campanha eleitoral do Bolsonaro. Ele diz o seguinte: Policiais Militares são os heróis da nação. Policial Militar tem que ser apoiado, respaldado, vai ganhar placa de herói.

E será respaldado pela lei, através do excludente de ilicitude. Está lá no programa do Bolsonaro. Então você tem setores que desde a ditadura militar sempre operaram na ilegalidade, na execução sumária, vão escutar esse discurso. É música para o ouvido deles.

Não é à toa que o Flávio Bolsonaro fez menções na Assembleia legislativa, deu honrarias para dois desses milicianos presos.

Para além desse discurso simbólico, você vê também uma ligação financeira dos milicianos com os políticos?

Você tem uma operação por dentro da estrutura oficial política. Por exemplo, em Duque de Caxias você tem registro geral de imóveis de terras que são da União. Tem milicianos que vão levantar no cadastro geral de imóveis da prefeitura, os imóveis que estão irregulares, sem pagamento há muito tempo de IPTU. Esse miliciano começa a pagar o IPTU, parcela a dívida, quita e pede para transferir para o nome dele aquele imóvel. A prefeitura transfere. É um processo simples isso. Aí depois aquele proprietário não vai ter nunca coragem de exigir aquele imóvel de volta, porque está controlado militarmente.

Sem esses elementos, sem esses indivíduos, sem essa conexão direta com a estrutura do Estado, não haveria milícia na atuação que ela tem hoje. É determinante. Por isso que eu digo, que não é paralelo, é o Estado.

E tem políticos que estão sendo eleitos com essa grana. A grana da milícia vai financiar o poder de um político como Flávio Bolsonaro e o poder político de um Flávio Bolsonaro vai favorecer o ganho de dinheiro do miliciano. Isso roda em duas mãos. É determinante então que essa estrutura seja assim. Ela só se perpetua porque é assim.

É comum casos como a mãe e a esposa de Adriano Magalhães de Nóbrega, que foram contratadas como assessoras no gabinete de Flávio Bolsonaro?

Sim. Isso é muito comum. Você cria um vínculo de poder e de grana com essas pessoas. Esse cara, a partir de sua esposa e de sua mãe, cria um vínculo imediato com o Flávio Bolsonaro e isso lhe dá força. Essas duas pessoas estão fazendo um elo imediato, pessoal, familiar do Adriano com Flávio Bolsonaro. Esse vínculo lhe dá poder naquela comunidade. Ele vai ser chamado agora na comunidade “Olha é o cara que tem um poder junto lá ao Deputado, qualquer coisa a gente resolve, fala com ele, que ele fala com a mãe e com a esposa e eles falam diretamente com o Flávio e isso é resolvido”.

Assim você está criando uma estrutura de poder que é familiar. Veja bem: é o que eles defendem. Eles [os Bolsonaro] defendem a estrutura familiar. E se você investigar um pouco mais vai ser religioso também. São igrejas evangélicas, eles têm vínculo com essa estrutura. Então é uma estrutura perfeita, ela é tradicional, conservadora, ela tem a linguagem religiosa, que é linguagem de grande credibilidade.

Isso também demonstra uma forma de atuar dessas pessoas. Eles não atuam pelo ocultamento. O Adriano, Flávio Bolsonaro, o próprio Bolsonaro, os matadores da Baixada. Todos esses grupos que lidam com a violência, com a execução sumária, com o crime organizado, eles não atuam com baixo perfil.

No Brasil o que você tem é a superexposição. Eu chego e já digo. “Eu sou o cara, eu sou o matador, eu tenho vínculos com fulano, beltrano e sicrano. Eu ocupo este cargo”. Que é pra deixar bem claro se você for tentar alguma coisa é isso que você vai enfrentar.

É a base total do medo. E não é só do medo: é real.

Sobre esse capital político, eles têm o poder inclusive de manipular o voto da população durante o período das eleições? Existe uma rede organizada para isso?

Na verdade, as milícias vendem votações inteiras de comunidade. Aqui na Baixada como um todo, Zona Oeste. Fecham pacote. Eles têm controle. Eles têm controle preciso de título de eleitor, local de votação de cada título de eleitor, quantos votos vai ter ali. Eles são capazes de identificar quem não votou neles.

Mas não está havendo ações de desmontagem dessa estrutura, como se viu em Rio das Pedras?

Assim, a Operação Intocáveis pode estar dentro de um perfil mais de uma operação mais histórica. Mas eu tenho sido muito crítico a esse tipo de operação. Como a milícia é uma rede, uma rede muito grande, para cada um preso você tem 100 para entrar no lugar. Porque se você mantém a estrutura funcionando, economicamente, politicamente ela vai se perpetuar.

Ninguém toca nesses caras. Em geral, só estão tocando no tráfico. E tráfico não é o mais poderoso. Milícia é mais poderosa do que o tráfico. Milícia se elege, tráfico não se elege. A base econômica da milícia está em expansão, não é tocada, não é arranhada. Traficante não, vive morrendo e sendo morto e matando. Milícia é o Estado.

Inclusive tem isso. Você olha para a cara dos milicianos presos, há uma tendência a serem brancos. Não há uma tendência a serem negros. Vai aparecer um ou outro no meio, um moreno, pardo. E não são magros, são bem alimentados. Eu tenho certeza que a classe à qual pertencem os milicianos é uma classe diferenciada da classe do tráfico. Não são tão pobres assim. Não são tão negros assim. Não são tão periféricos assim.

Para além desse vínculo político de poder existe também algum elo financeiro? Como que os milicianos movimentam dinheiro através dessas conexões com políticos? Qual era, por exemplo, o papel do Queiroz ali no Gabinete do Flávio Bolsonaro?

Ah sim, você viu que ele tem uma movimentação suspeita alta. Tem 7 milhões. Aí você vai por dedução. Pode ser que esse cara fazia uma ponte. Ele era um assessor, mas ao mesmo tempo ele cumpria duas funções. Ele ganha um respaldo político do Flávio Bolsonaro. Ele faz o elo direito da milícia com esse gabinete. Dos interesses dessa milícia e dos que são servidos por essa milícia direito com esse gabinete. Ao mesmo tempo ele cresce na estrutura da milícia.

Não sei qual é o histórico dele. Mas de repente ele já estava na estrutura da milícia e já movimentando dinheiro. Então, por exemplo, se ele for uma frente, um cara que está na organização, por exemplo, de cobrança de taxa de segurança, ele está movimentando dinheiro. Muito dinheiro. Aí de repente ele vai movimentar parte desse dinheiro dentro da sua conta pessoal. É uma estrutura de organização que ele criou. Então esses 7 milhões pode ser isso.

Isso também pode ser apenas uma transação entre várias?

Isso é uma ponta. Isso é uma ponta de um iceberg. O que eu gostaria muito é que se investigasse isso. Você chegaria em algo muito maior.

Sobre o caso da Marielle. O caso voltou aos holofotes essa semana porque os milicianos, que foram presos na operação “Os Intocáveis” integravam o Escritório do Crime, grupo suspeito de envolvimento na morte da Marielle. No final do ano passado, o secretário de Segurança Pública do Rio, Richard Nunes, afirmou que o assassinato teria relação com grilagem de terras. Você acha que a morte dela se deu porque ela atrapalhava os negócios dos milicianos?

Tem dois vínculos. Há esse vínculo de incomodar e prejudicar o interesse deles. Ela tinha poder para prejudicar, puxar uma CPI, exigir uma investigação para obrigar o Estado e a mídia como um todo a se voltar para isso. Se ela reproduzisse o que o Marcelo Freixo fez em 2008, dentro da Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro, ela daria essa expressão. Ela tinha o respaldo do Marcelo, então há uma base política que sustenta Marielle, uma base não comprometida, não vendida. Então ela é uma figura que ameaça.

E o outro elemento é ela ser mulher. E ela ser uma mulher de uma atuação bastante intensa, verdadeira e não amedrontável. Ela encarava, enfrentava. Ela nunca se subordinou. E eles não suportam mulheres com esse perfil, essa é a verdade.

Marielle Franco, Patrícia Acioli, que foi assassinada também, e Tânia Maria Sales Moreira que foi promotora aqui em Duque de Caxias que era jurada de morte, mas morreu de câncer. Essas três, elas têm esse perfil. São mulheres com muita coragem, muita determinação, muita verdade do lado delas, elas não se subordinam, não se submetem. Esse tipo de mulher esses caras não suportam. Eles vão eliminar. Há uma misoginia total aí que eles não aceitam que qualquer mulher os trate assim.

Desde o início eu cantei a pedra: quem matou são grupos de extermínio e estão muito associados a milicianos. É a prática desses grupos.


quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Jean Wyllys relata novas ameaças e pede providências imediatas a Moro



O ex-deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), que foi reeleito, mas desistiu do mandato para viver fora do Brasil depois de receber ameaças de morte, relatou novas ameaças por meio de um ofício enviado ao ministro da Justiça, Sergio Moro.

Como informado pela assessoria de Wyllys à coluna da Mônica Bergamo, da ‘Folha de S. Paulo’, ele recebeu duas mensagens em seu e-mail institucional, uma no sábado (26) e outro na segunda-feira (28).

Em um dos e-mails, o parlamentar é informado que está sendo planejado o assassinato de seus familiares. A mesma mensagem foi enviada para os parentes de Wyllys.

“Isto não é uma bravata, é só um aviso. (…) Foram colocados três sicários ao serviço de nossa corporação Comando Virtual Macelo Valle. Dado como objetivo, fora solicitado a eliminação de três alvos de forma não consecutiva”, diz a mensagem. “O Jean pode estar exilado na Europa, ‘seguro’, mas não podemos dizer o mesmo de vocês”, finaliza o autor da ameaça, dirigindo-se aos irmãos do ex-parlamentar.

A mensagem é assinada por Emerson Eduardo Rodrigues Setim, um criminoso que já foi preso e fez ameaças ao deputado anteriormente.

A assessoria de Wyllys pede a Moro “imediata apuração desses e dos demais episódios e ameaças a que o deputado Jean Wyllys vem sendo violentamente submetido”.

Polícia apreende suspeito de participar do homicídio do professor Marcos Gonzaga

Além do adolescente apreendido, a polícia já havia efetuado a prisão de Raynara Tayse da Silva Santana e Matheus Costa do Nascimento, também suspeitos de participação no homicídio


Um ação conjunta de policiais civis da Divisão Especializada em Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e da Delegacia Especializada de Atendimento ao Adolescente (DEA) apreendeu, nesta terça-feira, 29, um adolescente de 17 anos suspeito de participação no homicídio do professor universitário Marcos Gonzaga, de 30 anos.

O crime ocorreu dia 2 de dezembro de 2018, no bairro do Potengi, em Natal. Além do adolescente apreendido, a polícia já havia efetuado a prisão de Raynara Tayse da Silva Santana e Matheus Costa do Nascimento, também suspeitos de participação no homicídio.

No dia 2 de dezembro, o professor estava no interior do seu carro em frente a sua residência quando foi abordado por três criminosos e, ao tentar sair em velocidade com o veículo, foi alvejado por disparos de arma de fogo na cabeça.

O adolescente aparece em imagens de câmeras de segurança, dentro do carro de Raynara no momento do homicídio.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

GATUNO: Gato é apreendido

Ao tentar entrar com drogas em presídio na Paraíba


Um gato foi apreendido na noite deste domingo (27) ao tentar entrar no Complexo Penitenciário Serrotão, em Campina Grande, com drogas e carregadores de celular. Uma fita foi amarrada ao redor do seu corpo com o material.

Ao Portal MaisPB a Polícia Militar explicou que um agente penitenciário estava próximo ao portão e identificou o animal na frente do presídio, e ao chegar mais perto encontrou a droga. Com a gata, havia 120 gramas de substância semelhante à maconha e cinco cabos de carregador de celular.

Ainda segundo a PM, não há informações sobre quem iria receber o material, ou quem foi o responsável por tentar enviar. As investigações devem apontam os envolvidos.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Três jovens são baleados por motoqueiro no município de Patu

De acordo com a polícia, apenas uma das três vítimas era alvo do criminoso, as outras foram alvejadas por balas perdidas


Por volta das 19h da última terça-feira, 22, três jovens foram baleados no município de Patu, no Oeste potiguar, enquanto estavam sentados na calçadas de uma rua. Na ocasião, um homem chegou em uma moto e iniciou os disparos. De acordo com a polícia, apenas uma das três vítimas era alvo do criminoso, as outras foram alvejadas por balas perdidas.

O suspeito conseguiu atingir o alvo na perna e na virilha, enquanto que seus companheiros foram atingidos um de raspão na perna e o outro de raspão na canela – este foi levado a uma unidade de saúde local e liberado, enquanto que os dois primeiros foram direcionados ao Hospital Regional Tarcísio Maia, onde foram submetidos a cirurgias. O estado de saúde deles não foi divulgado.

Segundo informações dos agentes policiais, ainda não há pistas que desvendem o motivo do crime. Diligências foram realizadas na região, mas até o momento nenhum suspeito foi preso.

Jovem é executado a tiros em Parnamirim na noite desta terça-feira

Polícia Civil de Parnamirim está investigando o caso e irá analisar as imagens de uma câmera de segurança da área para tentar identificar os assassinos


Um jovem foi morto a tiros no conjunto Parque Industrial, em Parnamirim, na noite da última terça-feira, 22. Segundo testemunhas, o jovem estava sentado na calçada quando u

Por volta das 19h da última terça-feira, 22, três jovens foram baleados no município de Patu, no Oeste potiguar, enquanto estavam sentados na calçadas de uma rua. Na ocasião, um homem chegou em uma moto e iniciou os disparos. De acordo com a polícia, apenas uma das três vítimas era alvo do criminoso, as outras foram alvejadas por balas perdidas.

O suspeito conseguiu atingir o alvo na perna e na virilha, enquanto que seus companheiros foram atingidos um de raspão na perna e o outro de raspão na canela – este foi levado a uma unidade de saúde local e liberado, enquanto que os dois primeiros foram direcionados ao Hospital Regional Tarcísio Maia, onde foram submetidos a cirurgias. O estado de saúde deles não foi divulgado.

Segundo informações dos agentes policiais, ainda não há pistas que desvendem o motivo do crime. Diligências foram realizadas na região, mas até o momento nenhum suspeito foi preso.

ma caminhonete de cor preta parou e efetuou os disparos; a vítima tentou fugir, mas acabou alvejada. Eles relatam também que essa é a segunda vez que isso ocorre na região. Até o momento nenhum suspeito foi preso.

A polícia foi acionada logo após os disparos, juntamente com uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). O jovem não resistiu aos ferimentos e morreu antes de ser socorrido. Policiais que estavam no local do crime acreditam que o rapaz foi morto com tiros de revólver.

A Polícia Civil de Parnamirim está investigando o caso e irá analisar as imagens de uma câmera de segurança da área para tentar identificar os assassinos.

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

PRF apreende armas e mais de 2,2 mil munições no oeste do Paraná



Equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreenderam na noite deste sábado (19), em duas ocorrências quase simultâneas, duas pistolas e 2.225 munições na região oeste do Paraná.

A primeira apreensão foi registrada em Santa Terezinha de Itaipu. Os agentes da PRF desconfiaram de um passageiro de 61 anos de idade, que estava a bordo de um ônibus de linha que saiu de Assunção, no Paraguai, com destino a Florianópolis (SC).

O ônibus foi abordado na BR-277, em frente à unidade operacional da PRF, por volta de 19h15. As munições estavam sob o corpo, nos bolsos, calçados e bagagem do passageiro. Entre as munições apreendidas estão 1.250 de calibre 32; 525 de calibre 38; 300 de calibre 6.35 mm; e 150 de calibre 22.

Aos policiais rodoviários federais, ele disse que comprou os projéteis em Foz do Iguaçu (PR) e que pretendia vendê-los em Florianópolis (SC).

O crime de comércio ilegal de armas de fogo prevê pena de quatro a oito anos de prisão. A PRF encaminhou o preso e as munições para a Delegacia da Polícia Civil em Santa Terezinha de Itaipu.

Polícia prende suspeita de assaltos a agências bancárias no RN

Mulher integrava organização criminosa, segundo a polícia


Após uma investigação da Divisão Especializada em Investigação e Combate ao Crime Organizado (DEICOR), uma suspeita por ser integrante de uma organização criminosa que pratica roubos a agências bancárias foi presa nesta segunda-feira (21), no bairro de Igapó, na Zona Norte de Natal.

A investigação por parte da Deicor teve início a partir de uma tentativa de roubo a banco na cidade de Montanhas/RN, no dia 29 de julho de 2017. Na ocasião, os criminosos pretendiam explodir caixas eletrônicos quando foram interrompidos com a ação policial. O grupo, formado por oito pessoas, fugiu do local após troca de tiros com a Polícia Militar, deixando para trás um veículo roubado, explosivos e um fuzil.

No decorrer das investigações, a Divisão identificou a participação de Jaqueline da Silva Lima, conhecida como “Galega do Crime da Baixa da Coruja”. Neste período, operações foram deflagradas com o intuito de prender os demais membros deste grupo, ocasionando a morte de alguns deles em confrontos com a Deicor.

Com a existência de mandados de prisão em aberto, a prisão de Jaqueline aconteceu no momento em que ela chegou à Penitenciária Estadual João Chaves, na Zona Norte de Natal, e foi feita por agentes penitenciários estaduais.



segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Criminosos queimam escolas, caminhão de lixo e ônibus escolar no 20º dia de ataques no Ceará

Segundo o Corpo de Bombeiros, ninguém ficou ferido; desde o início do mês, a Força Nacional também reforça as ações de segurança no Ceará; 403 pessoas foram presas


A onda de violência já chega ao 20º dia no Ceará. Desde o dia 2 de janeiro, os atentados afetam a movimentação e a rotina da população de Fortaleza e cidades do interior.

A Prefeitura de Itarema, no litoral Oeste do Ceará, informou que a Escola Municipal de Ensino Fundamental Geralda Bonifácio Rodrigues, em Saquim, e a Escola Liceu José Maria Monteiro, no distrito de Almofala, além de um ônibus escolar, da localidade de Panã, foram incendiados na madrugada desta segunda-feira, 21.

"As instituições e o veículo ficaram danificados e o dano não foi pior porque pessoas da região colaboraram para debelar as chamas. Oferecemos recompensa a quem colaborar na identificação dos responsáveis pelos atos criminosos", destacou a nota da prefeitura.

Ainda na madrugada desta segunda-feira, bandidos incendiaram um caminhão de lixo na cidade de Jaguaruana, no Vale do Jaguaribe. Segundo o Corpo de Bombeiros, ninguém ficou ferido.

Na noite de domingo, 20, criminosos também colocaram gasolina em um ônibus, no Bairro Mondubim, em Fortaleza. Ninguém estava dentro do veículo.

O tenente Romário Fernandes, do Corpo de Bombeiros do Ceará, ressalta que a equipe foi acionada para a ocorrência. "Jogaram a gasolina, mas não conseguiram atear fogo. A tentativa de incêndio foi registrada. Fomos acionados para limpar o ônibus. Ninguém ficou ferido", disse.

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informa que 403 suspeitos já foram capturados por envolvimento nos atos criminosos registrados no Ceará.

Homens da Força Nacional também reforçam as ações de segurança no Ceará desde o início do mês.

sábado, 19 de janeiro de 2019

Suspeitos mortos em confronto com a PM de Caicó estão identificados



Os jovens Renner e Artur Vinicius, sendo um de Parelha e o outro de Caicó, respectivamente, foram identificados preliminarmente pela polícia como sendo as duas pessoas mortas em confronto com a Polícia Militar em Caicó.

Artur Vinicius residia na zona norte da cidade de Caicó e é filho de Foquito que conserta bicicletas, já o parelhense Renner é filho de Bolinha (ex-dono de lan house em Parelhas). O Itep continua o trabalho de necrópsia nesta tarde.
 
Fonte: jairsampaio

PM apreende mais de 50 pés de maconha e estufa na Grande Natal

Apreensão aconteceu nesta sexta-feira (18), no bairro Boa Esperança.


Policiais militares apreenderam em Parnamirim, na Grande Natal, mais de 50 pés de maconha e uma estufa, dentro de uma casa. A apreensão aconteceu nesta sexta-feira (18), no bairro Boa Esperança. Um homem e uma mulher que estavam no local foram presos.
 
Os PMs passavam pela rua à procura de um celular que havia sido roubado, quando viram um homem correndo, após perceber a presença da viatura. Depois de o abordagem, os policiais chegaram até o imóvel onde estava a plantação e a estufa. Lá estava também a mulher que foi presa junto com o primeiro suspeito.

Dois indivíduos morrem em confronto com a polícia em Caicó


Dois homens trocaram tiros com a Polícia Militar na manhã deste sábado (19), em Caicó. O fato aconteceu por volta das 10 horas nas dependências do Iate Clube, BR-427.

Eles estavam em atitude suspeita. Diante deste cenário, policiais do Grupo Tático Operacional deram ordem de parada para realização da abordagem.

Os militares foram recebidos a bala e revidaram ao ataque, trocando tiros com os bandidos que foram socorridos pela própria guarnição para a urgência do Hospital Regional do Seridó.

Os criminosos não resistiram e morreram.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Suspeitos de matar empresária potiguar são presos pela Polícia Civil em AL e SE

Dona de um posto de combustíveis, Maria da Conceição Barbosa, de 56 anos, foi morta com tiro na cabeça em novembro de 2018 no interior do RN. Segundo polícia, suspeitos têm "ficha criminal extensa".


A Polícia Civil prendeu na noite desta quarta-feira (16), em ações realizadas em Sergipe e Alagoas, dois suspeitos de participação na morte da empresária Maria da Conceição de Lima Barbosa, de 56 anos, em novembro do ano passado, no interior do Rio Grande do Norte.
 
A ação foi realizada pela Divisão Especializada em Investigação e Combate ao Crime Organizado (Deicor), com a Delegacia de Pedro Velho e em conjunto com policiais dos outros estados.

De acordo com os investigadores da Deicor, os homens estavam escondidos, separadamente, um em Alagoas e o outro em Sergipe. Ainda de acordo com a polícia, ainda há outros envolvidos a serem identificados.


Os investigadores chegaram a desconfiar de um caso de sequestro, mas durante as diligências a possibilidade foi descartada. Segundo a polícia, os dois suspeitos têm uma "ficha criminal bastante extensa".


Mais detalhes sobre as prisões e o andamento da investigação serão apresentados pela polícia durante uma entrevista na Delegacia Geral de Polícia Civil, em Natal, na tarde desta quinta-feira (17).


O crime


Maria da Conceição de Lima Barbosa, de 56 anos, era dona de um posto de combustíveis no município de Santo Antônio. O corpo dela foi encontrado com marca de tiro na cabeça, na zona rural de Pedro Velho, distante cerca de 90 quilômetros de Natal, na madrugada de 8 de outubro do ano passado.


A mulher e a filha dela foram vítimas de assaltantes ainda na tarde do dia 7 de outubro, quando estavam na estrada, saindo de Santo Antonio a caminho de Natal. O carro em que elas estavam, um Ônix, foi trancado por outro veículo, modelo Gol, que tinha três criminosos; Dois deles assumiram o carro das mulheres e as levaram como reféns.

Em direção a Brejinho, os bandidos entraram em uma estrada de terra que dá acesso ao município de Espírito Santo, onde o Gol foi incendiado. 
 
O assaltante que estava no carro se juntou aos outros dois e o Ônix com as reféns seguiu viagem. Mais adiante, a filha foi libertada e a mãe continuou em poder dos criminosos.

Parentes também revelaram ao G1, na época, que os bandidos queriam o dinheiro do posto, exigindo que a empresária entregasse uma certa quantia.
Maria da Conceição teria entregue um envelope com cerca de R$ 3 mil em dinheiro, dizendo que era tudo o que tinha com ela.

já libertada, e com a ajuda de um morador da região, a filha conseguiu pedir socorro ao pai, que acionou a Polícia Militar, que fez buscas pelos criminosos. Já na madrugada, veio a notícia de que um corpo havia sido encontrado em uma estrada de terra entre Espírito Santo e Pedro Velho, próximo ao distrito de Coité.

O carro e bens da empresária foram achados já na Paraíba.