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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

HONESTIDADE: Os Bolsonaros negociam migrar para UDN

Trata-se da reedição da antiga UDN (União Democrática Nacional).


Com o PSL em crise e sob suspeita de desviar verba pública por meio de candidaturas “laranjas” nas eleições de 2018, os filhos do presidente Jair Bolsonaro (PSL) negociam migrar para um novo partido, que está em fase final de criação. Trata-se da reedição da antiga UDN (União Democrática Nacional).

Segundo três fontes ouvidas pela reportagem em caráter reservado o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) se reuniu na semana passada em Brasília com dirigentes da sigla para tratar do assunto. Ele tem urgência em levar adiante o projeto. Eleito com 1,8 milhão de votos, Eduardo teria o apoio de seu irmão, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ). Com esse movimento, a família Bolsonaro buscaria preservar seu capital eleitoral diante do desgaste do partido.

Enquanto ainda estava internado no hospital Albert Einstein, em São Paulo, Jair Bolsonaro acionou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, para que determinasse investigações sobre o caso.

As suspeitas atingiram o presidente da legenda, deputado federal Luciano Bivar (PSL-PE), e foram pano de fundo da crise envolvendo o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gustavo Bebianno, que foi chamado de mentiroso por Carlos Bolsonaro depois de afirmar que tratara com o pai sobre o tema. Após cinco dias de crise, Bebianno deve ser exonerado do cargo nesta segunda-feira, 18, por Bolsonaro.

Além de afastar a família dos problemas do PSL, a nova sigla realizaria o projeto político de aglutinar lideranças da direita nacional identificadas com o liberalismo econômico e com a pauta nacionalista e conservadora, defendida pelo clã Bolsonaro.

No começo do mês, Eduardo foi ungido por Steve Bannon, ex-assessor do presidente americano Donald Trump, como o representante na América do Sul do The Movement, grupo que reúne lideranças nacionalistas antiglobalização.

O projeto do novo partido é tratado com discrição no entorno do presidente. Em 2018, a UDN foi um dos partidos – embora ainda em formação e sem registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – sondados por interlocutores do presidente para que ele disputasse a eleição, mas a articulação não avançou. Depois de anunciar a adesão ao Patriota, Jair Bolsonaro acabou escolhendo o PSL.

Assinaturas

A nova UDN é um dos 75 partidos em fase de criação, conforme o TSE. Segundo seu dirigente, o capixaba Marcus Alves de Souza, apoiadores já reuniram 380 mil assinaturas – são necessárias 497 mil para a homologação da legenda. O partido já tem CNPJ e diretórios em nove Estados, como exige a legislação eleitoral para a homologação. Ela tem em Brasília um de seus principais articuladores, o advogado Marco Vicenzo, que lidera o Movimento Direita Unida e coordena contatos com parlamentares interessados em aderir ao novo partido. A articulação envolveria ainda o senador Major Olímpio (PSL-SP), que nega.

Souza prefere não comentar as tratativas do partido que estão em curso. Ele, porém, admitiu que a intenção é criar o maior partido de direita do País. Como se trata de uma sigla nova, a legislação permite a migração de políticos sem que eles corram o risco de perder seus mandatos. “O único partido que tem o DNA da direita é a UDN. A gente não pode ter medo de crescer, mas com responsabilidade”, afirmou.

Souza deixou o Espírito Santo, onde atuou na Secretaria da Casa Civil do ex-governador Paulo Hartung, e mudou-se para São Paulo para concluir a criação da nova UDN, que adotou o mesmo mote de sua versão antiga: “O preço da liberdade é a eterna vigilância”. “Nosso sonho é que a UDN renasça grande e se torne o maior partido do Congresso”, afirmou seu presidente. Ele disse ainda que a legenda pretende apoiar o governo Bolsonaro e está aberta “para receber pessoas sérias do PSL e de qualquer partido”.




domingo, 17 de fevereiro de 2019

Ex-governadores pedem aposentadoria integral, na contramão de decisões do STF

Beto Richa, réu sob acusação de receber propina, está na lista


Na contramão de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), ex-governadores continuam pedindo aposentadorias vitalícias aos cofres estaduais ao deixarem seus cargos. A troca de comando nos estados em 2019 marcou uma nova temporada de concessão desse benefício, que chega a R$ 30 mil por mês. Por enquanto, quatro governadores entre 2015 e 2018 entraram para o grupo de beneficiados por pensões vitalícias, entre eles Beto Richa, que governo o Paraná, réu em quatro processos na Justiça e que foi preso em janeiro, mas depois foi liberado.
 

A farra das aposentadorias foi noticiada pela primeira vez pelo GLOBO em 2011. Atualmente cerca de cem ex-governadores têm direito aos vencimentos até morrer.

O STF já julgou como inconstitucional a pensão vitalícia e vem anulando, desde 2015, legislações estaduais que a autorizam. Os julgamentos são feitos estado por estado e há ainda ações à espera de decisão. Por isso as concessões continuam.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Frota espreme laranja na Câmara e diz que as podres do PSL serão esmagadas

Disse que quer Queiroz preso criticou partidos de esquerda 



O deputado federal Alexandre Frota (PSL-SP) espremeu uma laranja no plenário da Câmara dos Deputados nesta 5ª feira (14.fev.2019) e disse: “Laranja podre no PSL será esmagada”.

O atual ministro da Secretaria Geral da Presidência de Jair Bolsonaro, Gustavo Bebianno, está no centro de uma crise que envolve candidaturas laranjas no partido.

No discurso, Frota disse que quer Fabrício Queiroz preso. O ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro é investigado por movimentações atípicas durante sua atuação na Assembléia do Rio de Janeiro.

Frota criticou partidos de esquerda, como o PT, Psol e PC do B. Chamou o deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) de “vovô Smurf”. “Eu não sabia que ele era meu fã. Vendo o PSOL falar, os meus filmes parecem sessão da tarde”, afirmou.






ENTENDA O CASO

Segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo publicada na 4ª feira, Bebianno coordenou 1 esquema com uma candidata-laranja nas eleições de 2018. À época, o futuro ministro era presidente interino do PSL, substituindo Luciano Bivar, então candidato a deputado federal.

Bebianno teria liberado R$ 250 mil de verba pública para a campanha de sua ex-assessora, Érika Santos, para deputada estadual em Pernambuco. A candidata teve apenas 1.315 votos.

Em 6 de outubro, Erika declarou ter gasto R$ 56,5 mil na gráfica Itapissu com material de campanha. Segundo a apuração da Folha, o endereço que constava na nota fiscal e na Receita Federal era de fachada –não tinha máquinas que imprimem em grande quantidade.

De acordo com a reportagem, nos endereços não existiam sinais de que a gráfica tenha realmente funcionado durante as eleições.

A empresa também foi citada na declaração de gastos da candidata a deputada federal Maria de Lourdes Paixão. Segundo outra reportagem da Folha, ela teria sido laranja em 1 outro esquema, este envolvendo Luciano Bivar.

Tanto Maria Paixão como Érika Souza foram escolhidas de última hora pelo PSL para concorrer à eleição. As duas preencheram vagas remanescentes da cota por gênero. A lei eleitoral estabelece que no mínimo 30% das vagas dos partidos devem ser preenchidas por candidatas mulheres e que ao menos 30% dos recursos do fundo eleitoral devem ser direcionados a estas campanhas.

Bebianno negou irregularidades. Ao Globo, disse nesta 4ª feira (14.fev) ter conversado 3 vezes com Bolsonaro e emendou: “Não há crise nenhuma”.

No entanto, o filho do presidente Carlos Bolsonaro publicou em seu perfil no Twitter que Bebianno mentiu ao dizer que tinha falado com seu pai.

Bolsonaro retuitou logo em seguida o post de seu filho.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

TEATRO AMERICANO: EUA anunciam sanções contra petroleira venezuelana PDVSA

Congelaram ativos da estatal, pressionam o governo Maduro e apoiam Guaidó, oposicionista


O governo dos EUA anunciou nesta 2ª feira (28.jan.2019) que vai aplicar sanções para a estatal petroleira PDVSA (Petróleos de Venezuela).

A medida aumenta a pressão sobre o governo de Nicolás Maduro, que vive 1 momento delicado à disputa interna com o deputado Juan Guaidó, que se autodeclarou presidente em exercício da Venezuela na última 4ª (23.jan) e recebeu o apoio de boa parte da comunidade internacional, incluindo dos EUA. As informações são da Reuters.

“Continuamos expondo a corrupção de Maduro e seus comparsas, e a ação de hoje garante que eles não podem mais roubar os bens do povo venezuelano“, disse o conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, no comunicado feito à imprensa.

Segundo Bolton, as sanções bloqueiam US$ 7 bilhões em ativos da petroleira, além causar mais de US$ 11 bilhões em prejuízos nas exportações de petróleo ao longo do próximo ano.

A medida deve impactar fortemente o país, já que a PDVSA é a principal fonte de receita do Estado venezuelano.

Nos EUA, contudo, o preço do petróleo não deve variar, já que o país possui suprimentos do recurso, segundo autoridades do governo. A Venezuela é a 4ª maior exportadora de petróleo para os EUA.

Bolton afirmou ainda que a inteligência norte-americana acredita que “a base militar do exército venezuelano está bem ciente das condições econômicas” no país e acha que as Forças Armadas procuravam “maneiras de apoiar o governo da Assembléia Nacional”, de Juan Guaidó.

Até agora, contudo, não há sinal claro de que os militares devam abandonar o governo Maduro em favor da oposição em 1 futuro próximo.




quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

LOBBY POLITICO: Capitão Styvenson discute crise no RN com presidente em exercício nesta quarta-feira

Reunião discute ainda outros pontos como Saúde e Segurança


Ainda sem assumir o mandato, o senador eleito, Capitão Styvenson (Rede-RN), tem reunião com o presidente em exercício, General Hamilton Mourão, nesta quarta-feira (23). O encontro será em Brasília, às 10 horas.

Na pauta, o capitão vai discutir a crise financeira no Rio Grande do Norte, o auxílio nos repasses federais voluntários ao estado, já no primeiro semestre deste ano, de forma emergencial.


Além disso, o encontro deve debater as principais pautas nacionais, especialmente nas áreas de Educação, Saúde e Segurança Pública, temas eleitos como prioritários para o mandato do Senador.

Styvenson pretende ainda discutir com Mourão os impactos na conjuntura social e econômica do RN decorrentes das principais reformas propostas pelo Governo Federal.

O capitão assume o mandato no Senado no dia 1º de fevereiro. Ele recebeu 745.827 votos. Os outros senadores do RN são Zenaide Maia (PHS) e Jean-Paul Prates (PT).

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Após virar piada, Kim Kataguiri apaga vídeo sobre “marxismo cultural”

O líder do MBL resolveu dar uma "aula" de história e disse que Marx percebeu seus erros na Primeira Guerra Mundial, sendo que o filósofo morreu 31 anos antes


Kim Kataguiri, líder do Movimento Brasil Livre (MBL) e deputado federal pelo DEM-SP, virou motivo de piada nas redes sociais após divulgar um vídeo em que comete um erro crasso de história. Anti-comunista, o jovem, em vídeo publicado neste domingo (20), afirmou que o filósofo alemão Karl Marx “percebeu” seus erros na Primeira Guerra Mundial.

De acordo com o deputado, que se considera “escritor”, Marx teria percebido seus erros pois, na guerra, o proletariado pegou em armas para guerrear com o próprio proletariado.

Acontece que o filósofo morreu em 1883 – ou seja, 31 anos antes do conflito.

O vídeo rapidamente viralizou pelo deslize e, diante da repercussão negativa, Kim o apagou das redes sociais.

Pelo Twitter, o líder do MBL tentou minimizar. “É que eu vi o Maduro dizendo que foi pro futuro e viu uma Venezuela feliz, pensei que Marx pudesse ter feito a mesma coisa”, escreveu.

Assista, abaixo, o vídeo em questão.